domingo, 7 de março de 2010

P: O mundo hoje é bom para empreender?

R: Maravilhoso. As pequenas empresas, as jovens e mesmo quem chega atrasado ao mercado têm grande potencial.


Eleito pela revista inglesa The Economist como um dos cinco maiores gurus em gestão do mundo, o japonês Kenichi Ohmae. Autor de mais de 170 livros, professor ou membro do conselho de algumas das principais universidades do mundo (como as norte-americanas Wharton e UCLA), ele é severo até mesmo com sua classe. “Acho que acadêmicos e escritores de livros de negócio tendem a simplificar o mundo”, diz, após dar uma palestra em São Paulo na ExpoManagement, da HSM. Conhecido como o Senhor Estratégia, Ohmae acredita que cada situação deve ser avaliada em sua especificidade. Quem souber fazê-lo e tiver uma “antena” para captar as transformações globais sairá na frente. PEGN divulgou a entrevista. Segue:

O que o futuro reserva aos empreendedores?
As empresas estão acostumadas a trabalhar em um contexto que não existe mais. O mundo está em profunda mudança. Primeiro, ele é muito maior. Os empreendedores têm que buscar consumidores e recursos para desenvolver o seu negócio não apenas nos 20 países mais ricos do Hemisfério Norte, mas talvez em 50 países de diferentes continentes. Outro aspecto é que estamos caminhando para um mundo sem fronteiras. Não é mais necessário apresentar passaporte para ir do Japão à China e à Coreia do Sul. Há o ciberespaço, que é grande e explosivo. E um último aspecto é o domínio de indicadores que trazem a necessidade de disciplina nas finanças.

Como o Brasil é visto nesse contexto?
Eu diria que, daqui a cinco anos, vamos ver muito mais empresas brasileiras no cenário global. Há pessoas muito boas no país em design, moda e tecnologia da informação. Jovens que podem competir na Europa e nos Estados Unidos. O Brasil está mais rico e promissor, mas eu vejo uma tensão social maior do que dez anos atrás. E isso é verdade também na Índia e na China. Se você fizer uma pesquisa de opinião na China, as pessoas vão dizer que este ano foi melhor do que o ano passado, apesar de a diferença entre os centros e as áreas suburbanas estar aumentando. É desse jeito que o governo chinês está conseguindo manter 700 milhões de pessoas pobres razoavelmente quietas.

Temos hoje então ilhas de prosperidade?
Sim, mas no caso do Brasil não há ainda uma clareza de qual indústria ou que tipo de nova tecnologia é destaque em relação ao resto do mundo. Costumavam ser os biocombustíveis, mas agora eles estão em todo lugar e, nos próximos cinco anos, haverá muitas formas diferentes de produzir energia pela biologia. O Brasil é forte, grande, mas ao mesmo tempo você pode descrever o que o país é capaz de fazer melhor do que qualquer outro? Vocês não têm uma mensagem específica para transmitir ao resto do mundo e é preciso fazer isso rapidamente para atrair capital e tecnologia. Não existe mercado natural. Longe disso. Não foi fácil para o Japão avançar industrialmente. Tivemos de fazer coisas únicas: just in time, tecnologias de baixo custo, inovação.

Como os empreendedores podem construir uma estratégia para lidar com a mudança de cenário?
Os empreendedores devem olhar para os consumidores e verificar se eles estão completamente satisfeitos com os produtos e serviços que oferecem. Ou se há espaço para melhorar. Você não deve nunca pensar em uma estratégia que parta de dentro da sua própria empresa. Nem de teorias desenvolvidas no meio acadêmico, porque elas são baseadas em referências de 20 ou 30 anos atrás. A sociedade era então muito estável e você podia definir o seu cliente e o seu concorrente. Agora não há fronteiras claras. O consumidor pode até mesmo participar de sua equipe, ajudando a desenvolver um produto. E o seu competidor pode vir de vários setores. O importante, atualmente, é ter sensibilidade e uma antena para perceber o que se passa fora da empresa. É preciso viajar, conhecer os consumidores no Japão, China, Europa e Estados Unidos e verificar como suas necessidades latentes estão sendo atendidas por outras empresas. E como você pode fazer melhor e mais barato. Nunca do mesmo jeito.

Mesmo se tiver um negócio estritamente local, o empreendedor precisa olhar o que está acontecendo no resto do mundo?

A internet é um recurso excelente. Hoje você pode ter gente do mundo todo participando, on-line, da criação e aprimoramento dos negócios. Empresas como a Procter & Gamble desenvolvem metade dos seus produtos com pessoas de fora da organização que nunca viram. A Ely Lilly usa muitos cientistas pelo mundo que não constam da sua folha de pagamento, mas estão propensos a colaborar com o desenvolvimento farmacêutico. Se você não tem tempo ou dinheiro para ir fisicamente para fora, ao menos deve ter a noção de que há muitas pessoas talentosas dispostas a contribuir para o sucesso do seu negócio. Esse é um mundo maravilhoso em que as pequenas empresas, pessoas jovens e os concorrentes que chegam tardiamente ao mercado têm grande potencial. Há como, rapidamente, destronar o poder estabelecido, o monopólio de grandes empresas. Você pode mudar o mundo em que vive. Seus produtos, seus serviços, seus consumidores, seus competidores, todas essas coisas podem ser transformadas se você entender e utilizar o poder do ciberespaço.

O empreendedor não corre o risco de trilhar o caminho errado se não tiver o instrumental adequado para lidar com o novo contexto?
Administração é arte. Você tem que fugir da tentação de que há premissas, receitas e caminhos fáceis. É preciso pensar sobre a situação individual e como elaborar uma estratégia caso a caso. Eu inventei o notebook para a Toshiba, as câmeras nos anos 80, e ensino meus alunos como cheguei nesses conceitos. Eu divido a minha abordagem de como construir ideias e produtos, e não um modelo definido. Compartilho, em dois anos, uma ideia por semana. Eles entendem que há um contexto, mas também que é preciso refletir sobre cada situação. Depois de cem vezes fazendo esse exercício, a sua mente começa a trabalhar como se você fosse o artista. E pintasse, do seu jeito, em uma tela em branco.

Então não existe receita para o sucesso?
Acho que acadêmicos e escritores de livros de negócios tendem a simplificar o mundo. E o risco é que as pessoas jovens acreditem. Dizer “eu estudei tantos livros e cenários que agora sou muito bom e posso construir uma nova estratégia” é o caminho mais rápido para o fracasso. Eu nunca contrataria esses caras — eles acham que seu conhecimento é ouro e vão cometer tantos erros. Se a escola pudesse dar a solução, o mundo estaria repleto de vencedores. Só que o mundo está cheio de fracassados e há poucos vencedores.

Se você fosse abrir um negócio hoje, qual seria?
Construção. A construção no Japão é muito cara e pouco desenvolvida. Nós somos capazes de fazer bons carros, televisões e computadores, mas não casas. Se eu fosse a Toyota hoje, eu entraria no mercado de construção aproveitando a tecnologia japonesa. Começaria no Japão e depois iria para o resto do mundo. Uma casa pode ser construída em duas semanas com as tecnologias just in time e kanban. Poderíamos sentar em frente ao computador e chegar a um projeto de imóvel personalizado e pela metade do preço atual — com móveis, carpete e o que mais você quiser, sob medida. Talvez levasse 20 anos para conseguir, mas há um potencial gigante de mercado.



sábado, 20 de fevereiro de 2010

Um pouco de Design

Atualmente, um fator que oferece grande diferenciação ao consumidor quando ele busca algum produto é o seu design. Isso diz respeito não só ao próprio desenho de produtos mas também à identidade visual de uma empresa. No Brasil, ao menos em cidades interioranas ou onde a lógica de mercado não esteja tão arraigada, a importância desta faceta de uma empresa é, muitas vezes, vista como inócua e apenas complementar.

A frase “O design é a única coisa que diferencia um produto do outro no mercado” é uma das maiores máximas do setor. Ela veio do designer Norio Ohga, atual diretor geral executivo da Sony. Com o crescimento constante não só das grandes, mas também das pequenas, médias e mesmo microempresas, existe muita competitividade, em não poucas das vezes no mesmo setor. Se os serviços de diferentes empresas se aproximam uns do outros, o diferencial para o consumidor estará na marca.

Diego Rodriguez, sócio da empresa norte-americana de design IDEO e professor da Escola de Design da Universidade de Stanford, escreveu na Business Week sobre a importância que o design tem no meio empresarial. O bom design não implica necessariamente em um bom negócio, entretanto, um processo de design bem-estruturado agrega valor a uma marca ou empreendimento.

Rodriguez alerta para que não se trate o design como um substantivo, mas sim como um verbo. Um processo. Segundo o empresário, hoje em dia o design assumiu uma posição excessivamente relacionada ao estilo, um julgamento semiótico e estético dependente de paradigmas em constante movimento.

A relação do design com o bom negócio vem, justamente, da atenção ao que é preciso em conjunção com o atrativo. Um design diferencial e inovador congrega a imagem com funcionalidade e serviço, sem comprometer outras fases do desenvolvimento. Ele otimiza custos, padrões estéticos, identidade visual e é essencial na estratégia de planejamento, produção e marketing.

Rodriguez encerra ao esclarecer que, se você trabalha com a preocupação de atingir grandes parcelas da população, sem deixar de levar em conta fatores sociais e econômicos, e cria, desta forma, alternativas melhores de produtos e serviços, então você é um bom designer. O design ajuda a fortalecer uma marca, é um diferencial, mais uma virtude. Um bom negócio.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Procura-se!



Qual a melhor forma de ter sucesso na busca por um novo emprego? Ter objetivos específicos em termos de empresas e pessoas que você precisa abordar, afirmam os especialistas em recolocação profissional. Infelizmente, a maior parte das pessoas tende a seguir o caminho errado, defende a presidente e CEO da consultoria norte-americana Make it Happen, Vicki Brackett.

O principal erro que os profissionais cometem na hora de encontrar um novo emprego é entrar em contato com pessoas que não podem ajudá-los, como recrutadores e gerentes de RH (Recursos Humanos). “Mas o maior equívoco é conduzir o processo de trás para frente”, ressalta, ao explicar que as pessoas ficam concentradas demais em atualizar seus currículos, quando deveriam enviá-los o mais rápido possível para sua rede de contatos.

Além disso, os especialistas alertam que quando existe uma série de pessoas utilizando a mesma abordagem nesse processo de recolocação profissional, as chances individuais de conseguir um novo emprego são menores. Assim, ela defende que cada profissional precisa construir uma marca própria para vender no mercado.

Discurso adequado

Outra dica da especialista é que, antes de uma entrevista de emprego, as pessoas entendam exatamente o mercado e a cultura da organização, bem como criem um discurso no qual mostrem como sua contratação pode resolver muitos dos problemas da companhia. “Qualquer contratante gosta de ouvir um potencial empregado falar de como pode ajudar a gerar mais dinheiro, reduzir custos ou minimizar riscos”, diz Vicki.

Ainda de acordo com a consultora, a recente crise internacional fez com que as empresas valorizassem mais as experiências passadas das pessoas. Isso exigirá mudanças na abordagem dos currículos, com o intuito de focar em iniciativas anteriores que tenham ajudado a empresa a sair de uma recessão, reduzir custos ou aumentar a participação de mercado.

domingo, 31 de janeiro de 2010

10 tendências em marketing para 2010

O ano de 2010 chegou e já começaram as listas de dicas para melhorar seu negócio neste ano novo – e não por acaso as listas com o número 10 ganharam um novo charme.

Susan Gunelius, presidente da consultoria de marketing americana KeySplash Creative Inc. resolveu ajudar os leitores do site da Entrepreneur com 10 tendências na área para 2010. Abaixo você conhece o que fazer para melhorar suas táticas e conquistar mais consumidores.

1. Transparência

Depois de tantos eventos economicamente ruins é preciso reconquistar a confiança dos consumidores, e para isso é preciso ser sincero. Construir a lealdade é um dos fatores mais importantes para solidificar uma marca. E não esqueça que manter a transparência com seus clientes é um processo contínuo.

2. Mais conteúdo
Na hora de divulgar sua marca, dê informações valiosas, que acrescentem algo – se antes o objetivo da propaganda era apenas conseguir a atenção do consumidor, agora precisa ser o de transmitir os valores da empresa.

3. Falando de valores

Com a recente crise econômica, muitos consumidores passaram a buscar descontos, promoções e a negociar para gastar seu dinheiro de forma consciente. Mesmo quando as coisas melhorarem, o que já está acontecendo, é bom ter em vista esse comportamento, construindo campanhas que o favoreçam.

4. É melhor mostrar do que apenas falar
Na hora de fazer uma campanha sobre algum produto ou serviço sempre prefira mostrar visualmente o que ele oferece do que apenas falar sobre suas qualidades e benefícios – os consumidores andam meio céticos, é melhor confiar no sentido da visão do que apenas a força da sua lábia.

5. O pássaro azul não vai fugir, então se acostume
As redes sociais vieram para ficar – e provavelmente muitos dos seus clientes estão no Twitter, no Facebook e em outras ferramentas da internet -, portanto comece a interagir e a atingi-los também nesses meios – ofereça conteúdo exclusivo e promoções.

6. Um pouco de positividade
Eventos desastrosos, principalmente as catástrofes naturais, também marcaram a virada e o começo de 2010 e muitos consumidores esperam mensagens positivas das campanhas de marketing. Tente sempre passar uma sensação de segurança e conforto para atender essa necessidade.

7. Discutindo a relação
As redes sociais já foram mencionadas, agora as use para manter um bom relacionamento com seus clientes. O marketing boca a boca ganha um novo potencial com a internet. Nenhum dos seus consumidores é pequeno demais para receber algum tipo de interação online.

8. Vídeos e celulares
Aproveite que vivemos na era do Youtube e das mídias móveis para colocar sua marca em vídeos e celulares.

9. Tenha foco
Ok, a lista já trouxe várias dicas para melhorar suas campanhas de marketing, mas nada disso funcionará sem foco! Defina seu público alvo e suas metas da forma mais precisa possível. É importante fazer isso inicialmente, antes de tentar expandir seu escopo ou pensar em novas campanhas.

10. Marketing integrado
Use os diferentes meios para atingir seus consumidores nas diversas partes de suas vidas – cada uma adaptada e imaginada para cada um deles. Padronizar as campanhas para todos os veículos pode cansar o público. Mas não deixe de ser consistente e persistente!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Terapia do Elogio


Renomados terapeutas , divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que as pessoas estão cada vez mais frias: não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros.

A ausência de elogio está cada vez mais presente. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando; amigos, etc.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos,subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer
feliz hoje elogiando de alguma forma?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Apresente-se com estilo: os 10 cartões de visita mais criativos

Impressionar positivamente um possível cliente é importante para fazer novos contatos. Um cartão criativo pode fazer grande diferença, especialmente em áreas que envolvem critérios de escolha mais subjetivos, como arte e design. Mas qualidades como inovação e sofisticação podem ser expressas por meio de um pequeno pedaço de papel (ou outro material). Inspire-se com alguns dos cartões mais criativos reunidos por Josh Spiro, do site da revista Inc.

LAURA DUFF

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A especialista em maquiagem Laura Duff pode tornar as pessoas tão bonitas quanto horrendas. Ela já embelezou modelos em passarelas e na televisão, e enfeiou atores em filmes de zumbis. Com o design de Elisa Chavarri, o cartão de Laura mostra bem a natureza dualista de seu trabalho.

SAM BUXTON

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O cartão de Sam Buxton faz mais do que apresentar suas habilidades – ele é uma fonte de renda. O artista e designer inglês começou em 2000 a série de cartões-escultura, chamados de mikros, comercializados em algumas lojas. Além de fazer cartões para alguns profissionais, Buxton já vendeu mais de 200 mil mikros, a US$ 15 cada.

CLIFTON ALEXANDER

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Quando se é um designer, deve-se ter estilo. E um cartão estiloso é a chave para causar uma boa primeira impressão. Essa é a filosofia de Clifton Alexander, dono da Reactor, empresa de webdesign. “Quando o cartão é mais trabalhado, é mais provável ele terminar em cima de um monitor ou prateleira do que no lixo”, diz ele.

SEAN KINNEY

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O termo “cutting edge” tem dois sentidos: um deles é “extremidade cortante”; outro, mais complexo, é “o mais avançado grau de desenvolvimento”. Com essa ambiguidade, a empresa de marketing e comunicação Digital Fresh fez da lâmina de barbear um ícone para si. Alguém fotografou o cartão e pôs na internet; a boa ideia se espalhou tanto que a empresa começou a atrair clientes de outros estados e até de outros países.

KYLE LASER

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Kyle Laser estava tentando melhorar a posição de sua gráfica em mecanismos de busca. Por coincidência, também estava estudando o marketing viral e seus benefícios, até que surgiu-lhe uma ideia que juntava os dois conceitos. O cartão foi feito até meio na brincadeira; mas Laser estima que dez de seus maiores clientes chegaram à sua empresa achando o cartão na internet.

BRYCE BELL

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Quando estava desempregado, Bryce Bell concebeu esses cartões únicos para anunciar suas habilidades mecânicas. Mas os cartões ganharam vida própria, e se tornaram o próprio investimento. Hoje, Bell começou um negócio em que vende os “cardapults” e outros cartões personalizados.

MARK RAMADAN

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“O que fazer se você descobre que vai jantar naquele minuto e não tem talheres? Use seu kit de emergência”, brinca Mark Ramadan. Ele fez o design desse cartão para promover seu blog sobre gastronomia. O acesso saltou de 250 para 1000 visitas diárias.

EMERSON TAYMOR

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Este cartão pode parecer meio egocêntrico, mas foi a maneira que Emerson Taymor encontrou para promover suas habilidades como designer. Quando ele o entrega às pessoas, as reações sempre são entusiasmadas. Mais importante: o cartão gerou vários pedidos de trabalho para Taymor.

DAVID HOLIFIELD

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Com esse laço em torno do dedinho, David Holifield passa a mensagem de que este não é um cartão para esquecer em qualquer lugar. Presidente da InterFUEL, agência de webdesign e mídias sociais, Holifield diz que é a maneira mais rápida de demonstrar a um cliente que a agência pode ter ideias criativas e inéditas.

ROB RANDTOUL, PLASMADESIGN

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Se esse cartão passa alguma impressão, é de alguém moderno e sofisticado. E não é de outra maneira que Steve Wozniak, co-fundador da Apple, quer ser apresentado. A PlasmaDesign, empresa britânica especializada em cartões de plástico e metal, customizou esse em aço inoxidável especialmente para “Woz”.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Franquias. Como escolher?

Adquirir uma franquia de sucesso é o sonho de muita gente, mas a falta de informação e a insegurança na escolha do negócio podem impedir a sua concretização ou conduzir a uma opção errada. O primeiro passo, portanto, para quem deseja adquirir uma franquia, é conhecer o maior número de opções possível e procurar aquelas com as quais você mais se identifica. É fundamental fazer uma pesquisa detalhada sobre várias franquias, para conhecer bem as franqueadoras, sua estrutura e serviços, assim como o mercado em que atuam e os empresários que estão por trás delas.

Quando o assunto é a escolha da franquia, o guia da CEF recomenda um processo de cinco etapas, que podem fazer toda a diferença:

1. Conhecimento do sistema de franquias: O candidato deve procurar conhecer as prinncipais características do sistema de franquias. Essas informações estão disponíveis em diversos sites, como o da Associação Brasileira de Franchising – ABF, ou publicações impressas sobre o tema.

2. Auto-Avaliação: É importante também fazer uma auto-análise para saber se você tem o perfil para administrar uma franquia e para definir qual o melhor tipo de empresa para você. Deve-se levar em consideração: características pessoais, capacidade de investimento, habilidades e conhecimentos prévios, objetivo de vida a curto, médio e longo prazos, grau de disponibilidade, vontade de aprender e seguir regras, ambição, persistência, determinação e reserva financeira para investir e resistir.

3. Definição da Franquia: Depois de concluídas as duas etapas anteriores, é hora de escolher a franquia. Para isso, é importante identificar os segmentos que mais se encaixam no seu perfil, definir a região onde quer se instalar e iniciar uma pesquisa sobre a estrutura, imagem e conceito de algumas empresas franqueadoras. Obviamente, também é fundamental levantar informações sobre o investimento necessário.

4. Avaliação do Investimento Necessário: Nesse momento, é preciso fazer a avaliação detalhada dos números do negócio, pedir informações sobre investimentos necessários e detalhes do sistema, além de fazer simulações de resultados (prazo de retorno, lucratividade, captal de giro, etc).

5. Conhecimento da Empresa Franqueadora: Algumas perguntas são fundamentais antes de decidir por determinada franquia. Quais os principais desafios do negócio? Qual a estrutura para expansão e crescimento? Qual o nível de autonomia do franqueado para inovações? Em quanto tempo se instala a loja? Esses são só alguns exemplos.




domingo, 17 de janeiro de 2010

Otimização do Tempo


Sempre que me deparo com empresários que trabalham muitas horas por dia. Grande parte deles, seja por amor pelo que faz ou pela sobrecarga de funções, não consegue relaxar nem aos finais de semana. Muitos já não se lembram quando tiraram as últimas férias.

Acompanhar de perto o que acontece na empresa é fundamental para que ela cresça e prospere. Entretanto, o excesso de trabalho, além de ser prejudicial à saúde, afeta a qualidade da produção e coloca em risco o desempenho do empresário. Uma das melhores maneiras de tirar o pé do acelerador sem ter os negócios prejudicados é aprender a otimizar melhor o tempo. Como? Com organização, inteligência e disciplina.

O primeiro passo é estabelecer objetivos. Defina o que quer realizar no dia, na semana e no mês. É importante ter um caderno e escrever nele cada ação a ser cumprida, desde as mais banais como, por exemplo, ir à academia e pegar os filhos na escola, até as mais complexas, relacionadas ao trabalho. Não gosta de cadernos e prefere usar o computador para se planejar? Na internet é possível encontrar sites como o do it, do it, done! que ajudam a montar, em poucos minutos, uma listinha de metas.

Certamente, 24 horas serão insuficientes para que você faça tudo o que gostaria. Por isso é fundamental saber o que é prioridade. Tenha foco e procure não adiar obrigações chatas. Em geral, as pessoas costumam deixar para depois o que não consideram interessante. Porém, acumular pendências aumenta o nível de estresse.

Tenha hora para sair do escritório. É comum o dono do negócio ser o primeiro a chegar na empresa e o o último a ir embora. Isso, muitas vezes, não compensa. Ao final do dia a produtividade cai e fica mais difícil tomar decisões corretas. Aprenda a delegar e tenha pelo menos um funcionário de confiança capaz de resolver problemas na sua ausência.

Por fim, inclua no planejamento horário de lazer e descanso. Valorizar os momentos com a família e amigos o deixará mais disposto e bem-humorado para encarar a rotina pesada de empreendedor.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O poder da Decisão


É impressionante. Sempre me deparei com pessoas em posições de liderança que sentem uma dificuldade enorme no ato tomar decisões. Independente do nível de liderança, do primeiro nível de coordenação a empresários e presidentes de empresas.

Vejo que muitos temem decidir e ficarem marcados como carrascos, no caso de decisões que não agradem, e temem também decidir e ficarem com fama de incompetentes, no caso de decisões que mostram ineficazes depois do fato consumado.

Este temor a meu ver influência diretamente no resultado do trabalho dessas pessoas, que ao exercerem posições de liderança, estão expostos a decisões e precisam saber lidar com elas imediatamente.

Decidir o que agrada a todos ou o que gera menos conflito muitas vezes pode ser mais cômodo e eficaz no curto prazo, mas de minha experiência e observação ao longo dos anos, isso compromete muito o desempenho de médio e longo prazo. A sucessão de decisões brandas e que não gerem muito descontentamento pode parecer bom para as pessoas no curto prazo mas não são sustentáveis ao passo que não são sinceras e não traduzem a melhor opção para as empresas e até pelas pessoas, e no longo prazo isso acaba sendo desmascarado.

E profissionais que não decidem pelo temor de serem crucificados em caso de erros tiram o poder de agilidade, flexibilidade e inovação das empresas. Muito falado mas pouco praticado, o ato de aprender com os erros é uma ferramenta que deveria ser mais praticada e incentivada na cultura das empresas. Empresas que muitas vezes conseguem se transformar para melhor aprenderam a valorizar as decisões rápidas e a não supervalorizar os erros.

Os métodos para tomada de decisões são vários, uns mais cartesianos e diretos, outros mais empíricos e intuitivos, (assunto para outro post!), mas o a questão em pauta é a demora e dificuldade em decidir de muitas pessoas em posições de liderança. Observando o que acontece percebo que a habilidade de decidir sem medo independente das dúvidas e decidir sempre pelo certo e não pelo mais fácil ou mais conveniente é uma característica presente em muitas pessoas de sucesso no campo executivo e empresarial. Basta acreditar em si!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sete pecados capitais para evitar na empresa

Elaborar uma receita do que fazer para alcançar sucesso não é simples. Mais fácil do que isso é enumerar o que não fazer para chegar lá. Jay Goltz é consultor de uma galeria de arte e dono de uma loja de molduras em Chicago, e emprega mais de cem pessoas. Ele enumerou, para o site da CNN, o que considera serem os “sete pecados capitais” na gestão de um negócio. Confira.

1- Contabilidade malfeita

A contabilidade, quando bem feita, é um diagnóstico de tudo que está certo ou errado com a empresa. O ideal é você conseguir determinar o fluxo de caixa, quanto saiu e quanto entrou, ter uma ideia correta de seu lucro, e projeções concretas para os períodos futuros. Entender a proporção de gastos e lucro é primordial para conseguir boa rentabilidade. Nada de “Espero conseguir lucrar R$10 mil por dia”, e sim “Para um lucro diário de R$10 mil, precisamos de uma entrada diária de R$80 mil”.

2- Precificação irrealista

Ao estabelecer o preço de algum produto, muitas vezes são esquecidos fatores importantes como produção excedente, frete, danos físicos, risco de roubo, desgaste de máquinas… É só depois de levar em conta esses itens que se deve estabelecer o valor de algum bem. A partir daí, você poderá calcular o número mínimo de itens a serem vendidos para gerar lucro – sem esquecer de levar em conta fatores posteriores, como promoções e descontos.

3- Contratação ingênua

Contratar as pessoas certas requer tempo e habilidade. Gestores muito atarefados podem ficar deslumbrados com aquelas conversas “Eu trabalho duro e aprendo rápido, só não tive a oportunidade certa ainda”. O potencial de um candidato é importante, mas conheça seu passado, peça referências de empregos anteriores. Converse com antigos chefes e colegas de trabalho, fazendo perguntas inteligentes e que possam revelar qualidades e defeitos – não deixe entrar na sua empresa quem você não deixaria entrar em sua casa.

4- Medo de demitir

Ninguém simplesmente gosta de despedir pessoas, mas se você quer que sua empresa cresça, isso será necessário algumas vezes. Em qualquer ambiente competitivo, é essencial ter os melhores empregados. Ter funcionários medianos ao redor de si pode ser confortável, principalmente se eles forem leais, mas isso pode prejudicar seu crescimento. Faça um teste: se tal funcionário se demitisse amanhã, você ficaria aliviado? Se a resposta é sim, você tem um problema.

5- Falta de padrão

Um dos maiores trabalhos de um bom empreendedor é garantir o padrão em áreas como controle de qualidade, atendimento ao consumidor e imagem institucional. Isso vale tanto para as empresas que possuem franquias quanto para as que não têm; deve haver padrão entre um produto e outro, entre um atendimento e outro. Para ter qualidade semelhante entre os produtos, faça exames atentos, minuciosos e regulares.

6- Descontrole das falhas

São comuns problemas com o serviço de atendimento ao consumidor, com o preço de um produto ou com questões de controle de qualidade. O que não pode ser comum é essas falhas se perderem no meio do caminho. Um bom empreendedor tem de identificá-las e corrigi-las, antes que eles causem problemas maiores. Assim, poderá ter um controle de quantos e quais erros são mais comuns, e consertá-los com mais eficiência.

7- Fixação negativa da marca

Uma marca é fixada no consumidor todos os dias, de maneira positiva ou negativa: desde um bom atendimento ou uma propaganda de bom gosto, até detalhes como retirar lixo pelo centro da loja ou lavar a calçada com mangueira, gastando muita água. É preciso prestar atenção naquelas atitudes que podem, direta ou indiretamente, gerar lucro e melhorar a imagem, desde o uniforme dos funcionários até a localização e sinalização da loja.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Segurança da informação: a importância de criar uma política colaborativa

Nos últimos anos, a área de segurança da informação sofreu grandes alterações. Boa parte delas foi forçada pela mudança de comportamento dos hackers, que deixaram de realizar invasões apenas para obter vantagem financeira. Outra transformação foi a consciência de que o sucesso da segurança passa também pelo treinamento das pessoas e não só pela implementação de soluções tecnológicas.

Com as novas tendências, as empresas começaram a perceber que devem priorizar a questão comportamental para uma política de segurança bem-sucedida. E a melhor forma de começar é levar os funcionários para o centro das decisões. A simples imposição de regras pode prejudicar o ambiente da empresa e fazer com que a política seja incompreendida pelos funcionários.

Para o especialista de segurança da informação da Epsec, Denny Roger, cada área da empresa deve ser representada por uma pessoa-chave, que entenda do negócio e tenha respaldo em seu meio. Essa pessoa seria a responsável por esclarecer as regras para seus colegas e, por participar da elaboração. Dessa forma, ela viraria um defensor da política de segurança. “Sem a participação desses usuários, qualquer medida de segurança tende a ser um fracasso”.

Segundo Roger, a nova atitude colaborativa das empresas faz parte de uma segunda fase, que é a governança da segurança da informação, encarada como um dos vetores da governança corporativa. Ele alerta, no entanto, que a alta gestão não pode ficar de fora dos trabalhos. “Quando as políticas são formuladas sem a participação dos principais executivos, os funcionários acabam não aderindo, mesmo que haja treinamentos”, ressalta.

Se a empresa está sentindo dificuldades em implementar uma política de segurança e não sabe por onde começar, a forma mais simples é buscar referências no mercado. E, uma vez criado, esse documento deve ser detalhamente explicado aos usuários, os quais precisam compreender que as regras têm como objetivo garantir a prosperidade da empresa.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Planejando a carreira internacional

Ter experiência internacional no currículo representa um diferencial na carreira, principalmente por conta desse fato preparar o profissional para um mercado globalizado. Mas nem sempre mudar para o exterior faz parte dos planos das pessoas. E nessas situações os executivos enfrentam o dilema: não aceitar uma proposta para atuar no mercado internacional pode ser o fim de linha naquela empresa?

Para a diretora da consultoria de transição de carreira Right Management, Matilde Berna, essa é uma situação bastante delicada e que deve ser avaliada com cuidado. “De alguma forma, compromete a carreira”, diz a especialista. Ela destaca que as contratações de executivos hoje exigem mobilidade e uma recusa pode ser comprometedora.

“O grande problema é o peso que o profissional tem para a organização. Se ele for indispensável, fica complicado dizer uma não”, ressalta. O ideal, afirma Matilde, é negociar com os chefes logo que se chega à organização. “Quando as coisas ficam claras é mais fácil a empresa respeitar”, ensina.

No entanto, a consultora reconhece que o profissional dificilmente se preocupa com questões como essa assim que entra em um novo emprego. O foco é outro, mais ligado aos aspectos da carreira e de como será sua ascensão ali dentro, explica.

Já na opinião da consultora da empresa de recolocação de executivos DBM Brasil, Iaci Rios, recusar um convite para atuar no exterior não é tão grave. As empresas têm hoje outro tipo de postura e visão. “Muitas passaram a entender melhor o lado do profissional e suas aspirações”, afirma. Mas alerta que ele passa a ser visto como alguém com menor flexibilidade.

Pontos críticos
Outro ponto que exige atenção de quem avalia uma proposta de transferência é a adaptação da família ao novo país e o processo de volta. Tudo deve ser ponderado antes entre as duas partes para evitar frustrações futuras. Uma pesquisa da consultora e professora da Fundação Dom Cabral, Betânia Tanure, mostra que a maior parte dos processos de expatriação ou transferência não dá certo por falta de adaptação da mulher e dos filhos do profissional.

Na volta, a situação pode ser ainda mais grave. De acordo com Iaci, um estudo feito pela DBM com 200 empresas no começo de 2009 aponta que todas pecam na hora de ter uma política de repatriação. Ou seja, quando retornam descobrem não há mais lugar na empresa, sua expectativa de promoção muitas vezes não acontece e, o que é pior, sua rede de relacionamentos desaparece porque o profissional ficou muito tempo longe.

Segundo Iaci, todos esses pontos precisam ser vistos com a empresa na hora de aceitar um convite. Se for o caso, o profissional deve estabelecer um acordo que defina sua volta, sem que ele seja pego de surpresa. “A transparência é fundamental para que a expatriação não se torne um pesadelo”.

Cotações

 
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